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19.10.04

FINAL FELIZ
Depois de tê-la conhecido, estou eufórico no mínimo do máximo. Busco na insensatez satisfazer o desejo de palavras para mostrar-me que não foi só um sonho. De nada foi surreal, nem ocorreram astúcias loucas de uma mente fantasiosa. Tão somente foi um momento mágico, perdido entre músicas e muitas pessoas, mas achado e concentrado em torno de nossas vontades de nos conhecermos.Senti a música fluir em meu corpo, estremecer meus lábio, dominar meus movimentos. Senti seu olhas percorrer meu corpo, estremecer meus lábio, dominar meus movimentos. Senti o seu beijo estremecer meu corpo, dominar meus lábio, percorrer meus movimentos fluidos facilitando o lampejo de alegria ao atingir o ápice da loucura sadia duma paixão explosivamente controlada. Tão bom foi tudo, mas tivemos de despedir-nos. E sonhei e acordei e vivi com você nos meus olhos. E conforme prometera, liguei.Ouço sua melodia pedindo por momentos próximos. Há pedidos para nos vermos e continuarmos o calor de um sonho realizado mas não finalizado. E fico tentando arranjar meios para vê-la. E não consigo. Ouço sua melodia entristecer, apesar de esconder a decepção de não obter de mim a resposta que esperava. E sinto arrependimento por ter desligado sem dar a resposta que eu desejava. Penso que não é o melhor presente dos dias das crianças.Mas, em retorno ao meu lar, ainda carrego a felicidade de seu sorriso simbolizando a minha satisfação de ser capaz de sonha acordado e andar nas nuvens entre ideais e ao lado de uma deusa humana, mesmo que metaforicamente. Ligo novamente e nosso próximo momento está se arranjando. E passo a contar o tempo. Percebo que é incontrolável o incalculável perante o inestimável bem estar que você me proporcionou e ainda causa. Cada vez mais as conversas me animam. Deixam-me extasiado. E alembrança de seu perfume me entorpece. Por fim, conseguiu converncer-me: parto um dia antes do previsto inicialmente.A viagem de ida é calma e tranqüilamente agitada por minha mente. Leio meus pensamentos atrás de unfoirmações úteis e relaxantes. Tento adivinhar o que me espera ao chegar. Dissera-me você bolo, pudim, doces, carinho e diversão. chego com sorriso esplandescentemente incontável e um imprevisto encontro com uma amiga já prenuncia o nosso futuro: a pergunta sem pretenções se somos namorados. Você está sem graça! Então, partamos para minha hospedagem. "Check in" pago. Balcão, elevador, quarto. Entreguei um presente e recebo muitos outros. A nossa aproximação solta faíscas! Por juízo, tomo um banho enquanto você desvenda o meu presente. Entretanto meu retorno é recebido com notícias complicadas.Ouço não mais os elogios com a intensidade de antes. Justificada a sua face de preocupação. Tenho de desvendar um tango argentino em meus pensamtnos. Há alguém mais... Não desisto de você mas choro uma desilução sem soluços.Somos culpados sem crimes. Somos réus sem acusação. Somos dois, não um como eu pretendia... Futuro não planejado acontece. Por mais que eu negue, estou triste. A música agora é distoante, sem harmonia. As pessoas agora parecem vultos de corvos assombrando as imagens de outrora. Nada mais desesperadordo que ver ruir as torres do império que construíamos em meio de erres retroflexos.Mesmo agora, tempo depois do pesadelo do ambiente anterior, na conversa na cama confortável do quarto, meu coração fibrila num misto de raiva e frustração. A massagem que eu fizera à tarde não foi o motivo. Só terei de passar os dias faltantes sem seu corpo presente. Depressão que tivera começado e eu achava que estava calibrada, voltou. e você se vai.Nossos dias se passam. O meu está difícil. Por mais que eu me esforce, vendo suas reminiscências nos caminhos que sigo, debilito-me, enfraqueço-me, destruo-me. Cada passo rumado para frente, encontro meios de testar minha fé. Preciso conversar. Preciso confessar. Preciso entender. Preciso achar-me nesta pequena cidade pacata. E não posso ligar. Ingreja Matriz, igrejas outras. Centros comunitários, exposição de artesanato.Ruas vazias, árvores ao vento, convite para uma garrafa de "champagne". Tudo fechado. Tudo negado. E o pedido faço, refaço, trifaço. Não sou persistente, sou teimoso. Não sou saudosista, sou depressivo.Jogo de futebol na televisão, a noite cai. Vejo estrelas pela janela. Vejo na verdade um céu nublado. Peço sinal em devoção de minha fé abalada. Nada. TV. Seres do espaço em contato através dos programas. Será? Estou-me alienando. Tento dormir naquela cama. "Check out".Agora, a melodia de despedida é uma "Toccata" pelo telefone. Mal entendo a irritação. A viagem de volta, tirando o soluço de lágrimas que não derramei, o vazio de minha mente ávida por explicações, os titubeares de minhas lembranças que resistem em fazer-me acreditar no passado, foi tranqüila. Mas desabei em desencanto pela desconfiguração do pretendido. Desculpe-me. Desisto. Só procuro compreender porque a janela não parece tão alta de dentro. Por fora, resfria-me a cabeça o vento assoprado com assobios de desafio à minha coragem momentânea. Uma veista diferente, ampla. Uma nova perspectiva. Um novo zelo pela vida. Descubro mais um motivos para não continuar e aproximar-me da beira. Pelo menos, o período é de final feliz.No fundo, acordei sem razão.Seu sotaque deixará saudades. Mais do que isso; seus olhos, seu sotaque, sua respiração, seu corpo... Seu Sorriso! Há de deixar saudades.Estaria feliz, satintante. O problema foi sua escolha. Talvez alivie sua culpa em saber que não se escolhe de quem vai gostar nem quando isso ocorrerá. E certamente ter-me feito ir até aí, deixar-me hospedar, fazer-me acreditar que estava tudo bem, fora os gastos de tempo, dinheiro e respeito, foi algo louvável quando se quer destruir um apaixonado. Pior, fez-me engolir cada palavra que você vomitava violentamente sobre outrém e as que eu romanticamente "nunca ouvidas por você" dissera sobre você. Estou debilitado. De ressaca. Recesso. Sem condições de continuar. Mas fato é que eu ainda a amo e sempre amarei. Sou capaz de perdoar e peço desculpas por este escrito. Mas vai se fuder!

17.10.04

Cansei de ser o pseudo-intelectual que finjo ser, aquele que só assiste a filmes europeus, que gosta de falar que viu tal exposição, que passou por tal barzinho desconhecido, que amou a peça contraditória...

Vou escrever meu livro de "Auto-ajuda". A primeira parte será:
"Sobre a transformação que tive quando descobri que ser trocado não é o fim do mundo, tirando os soluços de lágrimas que não derramei, o vazio de minha mente ávida por explicações, os titubeares de minhas lembranças que resistiam em fazer-me acreditar no passado, foi tranqüila."

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