14.3.04
Devo confessar... Sou um baita de um mentiroso. Menti, e, o pior, continuo mentindo. As razões de eu fazer isso com tanta freqüência são desconhecidas, mas ainda continuo fazendo. É algo que foge ao meu controle total.
Não estou aqui para pedir clemência nem que me crucifiquem. Estou confessando, me redimindo e tentando melhorar. Não gosto de mentir, ainda mais para pessoas por que tenho tanto amor. Não é fácil perceber que menti um pouquinho (mas é mentira)..... Mas a cada palavra percebida (geralmente percebo que menti só depois de muitas palavras), minha mente me atordoa. Sou capaz de me punir tão intensamente que, depois de muita luta mental intensa, entro em profunda depressão. Isto talvez explique um dos motivos de meu estado atual. De longe não explica tudo, mas já é mais um fator para desencadear todas as minhas tristezas. E não quero justificar minhas mentiras.
Por sinal, quando eu percebo que são mentiras, depois de travar a batalha mental, faço o possível para desfazer a cagada que cometi... Nem sempre obtenho sucesso esperado. E em muitas vezes acabo sendo punido, o que me faz mentir novamente... se bem que houve alguns momentos em que fui sincero em dizer que não lembrava, que estava com problemas, que estava sendo sincero e que estava precisando de ajuda, custando por vezes minha própria vida.
Aliás, menti também quanto às tentativas de suicídio. Elas foram tantas que não ouso nem dizer nem uma... E geralmente as que as pessoas acabam sabendo com toda a certeza foram as mais brandas. Algumas pessoas sabem de algumas mais sérias por terem visto, mas duvido que ela vão se lembrar de mim algum dia, caso eu as encontre (por acaso ou não). Meu rosto é mais um desconhecido entre os milhões que percorrem a estreita faixa entre o sadismo, masoquismo e loucura e a vida regrada. Não estou dizendo que sou SM, nem confirmando minha loucura existente; só estou tentando mostrar que eu ainda me mantenho vivo, e, sendo ou não verdade, para sofrer ainda mais com injustiças que cometo.
Incrível? Oras, o mais atordoante é que eu defendo tanto as causas de bondade do ser que acabo cometendo excessos, em geralmente usar o poder do "Os meios justificam os fins".
Não concordo com isso... e por isso estou aqui, me declarando culpado de tantas mentiras.
Posso citar tantas que farei muito mais pelas pessoas do que por mim... ou melhor, me destruirá mais. Mas cito algumas, só para ilustrar a minha condição de cafajeste, de salafrário e mal-caráter.
Não estou me fazendo de vítima, nem querendo confetes, como muitos acham que gosto. Gosto sim de confetes, mas em ocasiões adequadas. Gosto sim de meu ego inflamado. Sou um ser que não deve ser considerado comum, pois sou muito arrogante e prepotente para assumir que sou comum. E não justifico meus erros por querer me safar, mas para, em muitas vezes, proteger as pessoas que amo.
Repito novamente que não estou querendo justificar meus erros; estou me confessando e dizendo o que me faz mal. E me faz muito mal saber que sou mentiroso, ainda mais quando eu repudio isso...
Menti para meus pais dizendo que eu ia dormir na casa de algumas amigas (já desfiz todas estas mentiras). Algumas vezes eu fui. E nestas, eu nem justificava aonde eu ia. Menti para meus irmãos dizendo que não sabia quem havia deixado algumas roupas (que eu pegava emprestado) fora do lugar. Menti para tantos amigos falando que eu tinha visto coisa melhor, ou que eu fazia melhor, ou que eu ia ganhar algo mais moderno ainda...
E para quê? Por quê??? Queria tanto que essas perguntas fossem respondidas...
Em parte, em uma pequena parte, sei que fiz para chamar atenção. Isto eu fazia entre amigos, para ganhar aprovação. Oras... falei para tantos deles que comi tal, que outra fez isso, que aquela falou aquilo de mim, mas no fundo sou um puta de um covarde, de um medroso, de um inseguro (olha que eu estava só falando de um péssimo grande defeito meu: A mentira). Pois então, quanto a algumas mentiras, muitas, não eram totalmente mentiras (por serem partes mistas de fantasia e realidade). Mas são mentiras por não serem verdades...
Por quê? Porque eu eu exagerava, excedia, aumentava tanto que era perceptível que eu estava sendo, não mentiroso, mas contador de histórias de pescador. E isto aconteceu muitas vezes quando alguém me contava algo que eu achava surpreendente e queria que tal autoria fosse minha, ou mesmo quando algo estava sem um brilho para ser chamado de "Grande Feito".
Isso só vem confirmar a minha prepotencia, minha insegurança e minha capacidade de mentir. E não tenho nada a me orgulhar disto, já que são algumas das características de pessoas criativas. No fundo, todos os contadores de histórias são mentirosos... E eu sou uma dessas pessoas. Fora o fato dessas mentiras, digo que outras foram em muitas vezes para sustentar o conforto do relacionamento entre mim e uma ou mais pessoas. Para isto, fui sempre um diplomata, sempre fazendo o possível para não criar conflitos entre pessoas que eu intermediava.
E a conseqüência dessa minha irresponsabilidade foi uma das piores detenções: me afastar de pessoas que eu amo. Digo amo!!! E nisto não minto. Amo mesmo, amarei sempre. Foda-se o que pensam de mim, se sou mentiroso ou não. E falando mais verdades ainda, posso falar mal de vocês pelas costas. Não gosto de fazer isso. Se o fiz, é porque realmente não estou confortável com tal pessoa, algo incomoda o nosso relacionamento, e sou tão medroso que não tenho forças para discutir o que nos faz mal para ficarmos melhor, e acado mentindo para a pessoa dizendo que não falei mal dela. Não importa se eu falei mal para uma pessoa, ou mesmo só escrevi num guardanapo usado de um botequim da periferia de uma cidade do interior que foi para o lixão e depois usado como material para biodigestores (percebe como eu exagero?)... Tenha certeza, já falei mal de você, dela, dele, de mim, de pessoas importantes e até mesmo de pessoas que não conheço (o que é pior). Fato é que reconheço o que fiz... mas em muitas vezes, mesmo sendo desmascarado, tentei me justificar.
Eis um outro erro meu... me justifico demais, a medida que crio mais mentiras. Isto é, ao justificar, acabo, em muitas vezes, mentindo novamente. Mas como eu já dissera, não são mentiras mentirosas. Em muitas vezes são "Mentiras Piedosas", ou meias verdades. Também não são dissimulação para manipular alguém. Não gosto de controlar pessoas, uma vez que não gosto de ser controlado.
Não vou negar que já o fiz, já muito articulei as pessoas para trazerem benefícios para mim. Não vou falar que fui um santo, mas não podem me acusar de ser manipulador. Se as pessoas "percebem" isto em mim, é que em grande parte é o reflexo delas... E nesses momentos que mais me sinto compelido a mentir, para de alguma forma defender minha dignidade e fazer com que de alguma forma parem de fazê-lo. Não que isto seja o correto a ser feito. Pelo contrário, é muito errado. E não é, frizo novamente, justificativas para o que fiz. Estou dizendo o que eu fiz de errado para me redimir, pelo menos as minhas palavras um pouco. Afinal, de certa forma, e muito justificadamente, mentir é manipulação. É uma tentativa de alterar a verdade. Então encontramos mais uma má característica minha: sou manipulador; talvez dos piores: os que não manipulam outras pessoas, mas a própria mente a ponto de mentir para si mesmo e para os outros. E isto tenho feito por tempos...
E lembro-me de outras mentiras ainda que poderia ficar colocando motivos, causas, efeitos (quase sempre os mesmos), duração e envolvidos... Mas não suporto mais minhas mentiras... minhas dissimulações... minhas omissões... minhas meias verdades, minhas tentativas de me proteger, de chamar atenção, de me impor, de cativar, de ser alguém que não sou...
Quem sabe eu minto tão bem, que estou mentindo para mim mesmo esta dor que está me corroendo por dentro a ponto de mentir agora, no texto inteiro...
Não estou aqui para pedir clemência nem que me crucifiquem. Estou confessando, me redimindo e tentando melhorar. Não gosto de mentir, ainda mais para pessoas por que tenho tanto amor. Não é fácil perceber que menti um pouquinho (mas é mentira)..... Mas a cada palavra percebida (geralmente percebo que menti só depois de muitas palavras), minha mente me atordoa. Sou capaz de me punir tão intensamente que, depois de muita luta mental intensa, entro em profunda depressão. Isto talvez explique um dos motivos de meu estado atual. De longe não explica tudo, mas já é mais um fator para desencadear todas as minhas tristezas. E não quero justificar minhas mentiras.
Por sinal, quando eu percebo que são mentiras, depois de travar a batalha mental, faço o possível para desfazer a cagada que cometi... Nem sempre obtenho sucesso esperado. E em muitas vezes acabo sendo punido, o que me faz mentir novamente... se bem que houve alguns momentos em que fui sincero em dizer que não lembrava, que estava com problemas, que estava sendo sincero e que estava precisando de ajuda, custando por vezes minha própria vida.
Aliás, menti também quanto às tentativas de suicídio. Elas foram tantas que não ouso nem dizer nem uma... E geralmente as que as pessoas acabam sabendo com toda a certeza foram as mais brandas. Algumas pessoas sabem de algumas mais sérias por terem visto, mas duvido que ela vão se lembrar de mim algum dia, caso eu as encontre (por acaso ou não). Meu rosto é mais um desconhecido entre os milhões que percorrem a estreita faixa entre o sadismo, masoquismo e loucura e a vida regrada. Não estou dizendo que sou SM, nem confirmando minha loucura existente; só estou tentando mostrar que eu ainda me mantenho vivo, e, sendo ou não verdade, para sofrer ainda mais com injustiças que cometo.
Incrível? Oras, o mais atordoante é que eu defendo tanto as causas de bondade do ser que acabo cometendo excessos, em geralmente usar o poder do "Os meios justificam os fins".
Não concordo com isso... e por isso estou aqui, me declarando culpado de tantas mentiras.
Posso citar tantas que farei muito mais pelas pessoas do que por mim... ou melhor, me destruirá mais. Mas cito algumas, só para ilustrar a minha condição de cafajeste, de salafrário e mal-caráter.
Não estou me fazendo de vítima, nem querendo confetes, como muitos acham que gosto. Gosto sim de confetes, mas em ocasiões adequadas. Gosto sim de meu ego inflamado. Sou um ser que não deve ser considerado comum, pois sou muito arrogante e prepotente para assumir que sou comum. E não justifico meus erros por querer me safar, mas para, em muitas vezes, proteger as pessoas que amo.
Repito novamente que não estou querendo justificar meus erros; estou me confessando e dizendo o que me faz mal. E me faz muito mal saber que sou mentiroso, ainda mais quando eu repudio isso...
Menti para meus pais dizendo que eu ia dormir na casa de algumas amigas (já desfiz todas estas mentiras). Algumas vezes eu fui. E nestas, eu nem justificava aonde eu ia. Menti para meus irmãos dizendo que não sabia quem havia deixado algumas roupas (que eu pegava emprestado) fora do lugar. Menti para tantos amigos falando que eu tinha visto coisa melhor, ou que eu fazia melhor, ou que eu ia ganhar algo mais moderno ainda...
E para quê? Por quê??? Queria tanto que essas perguntas fossem respondidas...
Em parte, em uma pequena parte, sei que fiz para chamar atenção. Isto eu fazia entre amigos, para ganhar aprovação. Oras... falei para tantos deles que comi tal, que outra fez isso, que aquela falou aquilo de mim, mas no fundo sou um puta de um covarde, de um medroso, de um inseguro (olha que eu estava só falando de um péssimo grande defeito meu: A mentira). Pois então, quanto a algumas mentiras, muitas, não eram totalmente mentiras (por serem partes mistas de fantasia e realidade). Mas são mentiras por não serem verdades...
Por quê? Porque eu eu exagerava, excedia, aumentava tanto que era perceptível que eu estava sendo, não mentiroso, mas contador de histórias de pescador. E isto aconteceu muitas vezes quando alguém me contava algo que eu achava surpreendente e queria que tal autoria fosse minha, ou mesmo quando algo estava sem um brilho para ser chamado de "Grande Feito".
Isso só vem confirmar a minha prepotencia, minha insegurança e minha capacidade de mentir. E não tenho nada a me orgulhar disto, já que são algumas das características de pessoas criativas. No fundo, todos os contadores de histórias são mentirosos... E eu sou uma dessas pessoas. Fora o fato dessas mentiras, digo que outras foram em muitas vezes para sustentar o conforto do relacionamento entre mim e uma ou mais pessoas. Para isto, fui sempre um diplomata, sempre fazendo o possível para não criar conflitos entre pessoas que eu intermediava.
E a conseqüência dessa minha irresponsabilidade foi uma das piores detenções: me afastar de pessoas que eu amo. Digo amo!!! E nisto não minto. Amo mesmo, amarei sempre. Foda-se o que pensam de mim, se sou mentiroso ou não. E falando mais verdades ainda, posso falar mal de vocês pelas costas. Não gosto de fazer isso. Se o fiz, é porque realmente não estou confortável com tal pessoa, algo incomoda o nosso relacionamento, e sou tão medroso que não tenho forças para discutir o que nos faz mal para ficarmos melhor, e acado mentindo para a pessoa dizendo que não falei mal dela. Não importa se eu falei mal para uma pessoa, ou mesmo só escrevi num guardanapo usado de um botequim da periferia de uma cidade do interior que foi para o lixão e depois usado como material para biodigestores (percebe como eu exagero?)... Tenha certeza, já falei mal de você, dela, dele, de mim, de pessoas importantes e até mesmo de pessoas que não conheço (o que é pior). Fato é que reconheço o que fiz... mas em muitas vezes, mesmo sendo desmascarado, tentei me justificar.
Eis um outro erro meu... me justifico demais, a medida que crio mais mentiras. Isto é, ao justificar, acabo, em muitas vezes, mentindo novamente. Mas como eu já dissera, não são mentiras mentirosas. Em muitas vezes são "Mentiras Piedosas", ou meias verdades. Também não são dissimulação para manipular alguém. Não gosto de controlar pessoas, uma vez que não gosto de ser controlado.
Não vou negar que já o fiz, já muito articulei as pessoas para trazerem benefícios para mim. Não vou falar que fui um santo, mas não podem me acusar de ser manipulador. Se as pessoas "percebem" isto em mim, é que em grande parte é o reflexo delas... E nesses momentos que mais me sinto compelido a mentir, para de alguma forma defender minha dignidade e fazer com que de alguma forma parem de fazê-lo. Não que isto seja o correto a ser feito. Pelo contrário, é muito errado. E não é, frizo novamente, justificativas para o que fiz. Estou dizendo o que eu fiz de errado para me redimir, pelo menos as minhas palavras um pouco. Afinal, de certa forma, e muito justificadamente, mentir é manipulação. É uma tentativa de alterar a verdade. Então encontramos mais uma má característica minha: sou manipulador; talvez dos piores: os que não manipulam outras pessoas, mas a própria mente a ponto de mentir para si mesmo e para os outros. E isto tenho feito por tempos...
E lembro-me de outras mentiras ainda que poderia ficar colocando motivos, causas, efeitos (quase sempre os mesmos), duração e envolvidos... Mas não suporto mais minhas mentiras... minhas dissimulações... minhas omissões... minhas meias verdades, minhas tentativas de me proteger, de chamar atenção, de me impor, de cativar, de ser alguém que não sou...
Quem sabe eu minto tão bem, que estou mentindo para mim mesmo esta dor que está me corroendo por dentro a ponto de mentir agora, no texto inteiro...
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