27.7.04
Entrevistei uma garota outro dia em busca de informações sobre como a vida anda para o adolescente de hoje em dia. E uma conclusão é fácil de perceber: a superficialidade ainda é a mesma. E me fez lembrar com certa amargura a minha fase da vida mais difícil e dolorida: a descoberta de amores. O mais difícil, porém, foi saber que fiz parte dessa medonha idade de transformações e de crescimento desordenado de ideais e conseqüências não muito saudáveis.
Fase a qual sofri muito com problemas entre amigos, familiares e de ordem emotiva. Sofrimento gerado por disputas de outros garotões que possuiam mas não desenvolviam além de superficialidade (por acaso tive a felicidade de encontrá-los algumas vezes depois de nossa conturbada convivência e pude perceber que eu tinha feito muito mais com pouco do que eles todos somados). Sofrimento por humilhações diárias. Sofrimento por ser o patinho feio.
Aí que está o interessante... Todos se sentiram o "patinho feio". Não é privilégio de ninguém. E com segurança, até aqueles garotões já se sentiram como tal personagem. Só que, por forças de uma vaidade exagerada, ou mesmo por questões de conduta grupal (todo garotão só é garotão perto de outro da mesma ladainha), são os mesmos enrustidos que destruíram minha vida social daquela época.
No final da entrevista percebi algo vital que me assustou: eu ainda sou um adolescente.
Fase a qual sofri muito com problemas entre amigos, familiares e de ordem emotiva. Sofrimento gerado por disputas de outros garotões que possuiam mas não desenvolviam além de superficialidade (por acaso tive a felicidade de encontrá-los algumas vezes depois de nossa conturbada convivência e pude perceber que eu tinha feito muito mais com pouco do que eles todos somados). Sofrimento por humilhações diárias. Sofrimento por ser o patinho feio.
Aí que está o interessante... Todos se sentiram o "patinho feio". Não é privilégio de ninguém. E com segurança, até aqueles garotões já se sentiram como tal personagem. Só que, por forças de uma vaidade exagerada, ou mesmo por questões de conduta grupal (todo garotão só é garotão perto de outro da mesma ladainha), são os mesmos enrustidos que destruíram minha vida social daquela época.
No final da entrevista percebi algo vital que me assustou: eu ainda sou um adolescente.
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