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11.8.04

Como o dia hoje começou chovendo, vou tentar fazê-lo menos sonolento possível. Ainda mais depois de nossa problemática conversa que tivemos. Não que não tenha sido útil. Mas creio que ela só serviu para eu chegar à conclusão de que é melhor desistir.
Sim, estou desistindo de nossos sonhos, de nossas esperanças. Você mentiu para mim, você sabe disso. Li várias vezes em seus olhos, distingui inúmeras vezes no seu tom de voz. Claro que você tenta desesperadamente dizer que estou enganado, que não há nada de novo, que ainda somos iguais (sim, isso foi uma pequena paródia de uma música que explicita muito melhor as minhas confusas idéias sobre o coletivo). E o problema continua sendo o fato de você querer algo que você nunca vai ter: Liberdade.
Desisti de fazer você ser livre em seus pensamentos, em seu coração. Mas quando age da forma que fizera com tantas pessoas, demonstra que você está presa cada vez mais, num mundo que, na sua concepção, é uma pequena ilha, e que não será afetada por nada do mundo externo.
Não se esqueça de que você mexe com o externo, provoca-o e deixa-o. Pense. Você tem feito com que você fique cada vez mais presa no seu mundinho, por conseqüência de inúmeras bobagens que fizera. Tem tanta vergonha delas que cada vez mais quer acreditar que as pessoas entenderão você por estar nessa porção isolada de terra.
Não é bem assim. Olha só o que você conseguiu fazer comigo. E olha o que você está fazendo com você. E não adianta negar que está tendo problemas, já que precisa sempre visitar especialistas.
Lamentável que você tenha se denigrido a tal ponto de se fazer de liberal para conseguir mais liberdade.
Liberdade que você procura está em confiar e não quebrar a confiança. Como os corvos que cercam sua vida não confiam em você, você se considera no direito de quebrar a confiança com os outros...

E não é complexo. Seria tão fácil você demonstrar mais amizade, mais carinho e menos vadiagem, para não dizer coisas mais chulas. Imagine se fizessem com você o que você faz para eles.
É tão simples conseguir com que eu volte a sorrir. Mas antes gostaria de saber porquê você me abandora quando eu tanto precisava, porquê me usara como acessório de sua própria vaidade, porquê não buscou a essência na minha ausência, porquê ainda tanto se lastima por eu ter abandonado o posto de companheiro. Não negue o que sente.

Meu sorriso virá tão logo você olhe novamente para nossa essência, a sua e a minha. Não mais como coletivo, pois isso ficou impraticável, mas como seres únicos. E depois disso faça o que você ficou de fazer. Você se lembra muito bem de várias coisas entre nós para selar novamente a alegria entre nós. Uma dessas coisas é a própria diversão. E há muitas formas de alcançá-las; não se esqueça, porém, de que estamos mudados, e que a realidade é outra.

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